(Ordem)

No meio dos jovens, o chamado de Deus

            Vamos falar de Vocações? Vamos, sim! Mas o que é isso? É o desejo de ser padre ou ser freira? Também. Mas quando falamos de Vocações estamos falando de uma realidade muito maior do que simplesmente querer ser isso ou ser aquilo. Estamos falando da consciência de cada ser humano que reconhece a sua vida como um dom de graça de Deus Criador. Para quem acredita, a vida é um dom de Deus que oferece a oportunidade de viver, sendo feliz consigo mesmo e com os seus semelhantes. “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes do teu nascimento, eu já te havia consagrado” (Jr 1,4).
            Chamados por Deus para sermos Dele! É o que afirma Pedro, Apóstolo, quando diz que “Deus nos chamou das trevas para sua luz admirável” (1Pd 2,9). Assim, a Sagrada Escritura considera cada ser humano, cada pessoa, como alguém que é chamado por Deus para viver e ser feliz. Somos chamados!
            A Igreja sabe que esta verdade de Deus tem que ser anunciada e propagada por toda terra e em todos os tempos. Ao anunciar a maravilha da criação, todos chegarão à alegria de crer no Senhor que nos criou, que nos fez existir. “Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? E como pregarão se não forem enviados?” (Rm 10,14).
            Existe a necessidade de despertar nos que foram batizados o desejo de se colocarem na presença de Jesus para lhe perguntar: “Senhor, que queres que eu faça?” Na obra de Deus, cada um tem a sua tarefa. Muitos antes de nós já se perguntaram e se inquietaram em querer responder, outros talvez nem se aperceberam da beleza da vida e deixaram a vida passar sem nem descobrir que podem contribuir para que a vida humana seja melhor.
            No seu tempo, Jesus convidou alguns para continuar sua obra de salvação: “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio” (Jo 20,21), para que sua Palavra continuasse até os fins dos tempos. Estes que foram chamados pelo Mestre, por sua vez, transmitiram a outros este compromisso de modo que até hoje o Evangelho continua sendo pregado e tocando o coração de tantos homens e mulheres.
            É responsabilidade nossa não deixar parar o anúncio do Evangelho. São tantos precisando e querendo uma palavra boa, que vem da parte de Deus, como Palavra de Salvação. O apelo está lançado. Uma canção da nossa Liturgia nos questiona: “Ouvindo o apelo de Deus que resposta nós daremos?” Evangelho que encantou tanta gente antes de nós vai continuar encantando muito mais ainda.
            A Congregação Estigmatina desempenha sua missão evangelizadora, segundo a inspiração de São Gaspar Bertoni, em várias partes do mundo. Mas continuamos a sentir a necessidade de mais operários. “A messe é grande, mas os operários são poucos”. Entre aqueles que manifestam o desejo de consagrar a vida no anúncio do Evangelho, a Congregação os acolhe, orientando-os e formando-os para que venham a ser “pastores segundo o coração de Deus e ministros dignos do altar”. Exercemos nossa atividade junto às paróquias, com atenção especial às Missões e aos Jovens. 
            Você já pensou que você também pode ser um Missionário, um sacerdote, um religioso, uma religiosa que coloca como razão maior da existência falar de Deus aos irmãos e irmãs que precisam de Deus para viver a graça do céu? Pense nisso. 

            Dispomos de um site e de um endereço eletrônico para contatos e informações:

Site: www.estigmatinos.com.br
Email: vocacional@estigmatinos.com.br


            Em toda e qualquer vocação Bíblica há sempre uma proposta de alguém (DEUS) e uma resposta do homem. Daí já se conclui que toda vocação exige um chamado e uma resposta. E é na concretização destes dois elementos (chamado e resposta) que a vocação se torna uma realidade pessoal em nossa vida.

            A história de cada Vocação Religiosa, Sacerdotal, bem como de qualquer outra Vocação Cristã é a história de um inefável Diálogo entre Deus e o Homem, entre o amor de Deus que chama e a Liberdade do Homem, que no amor responde a Deus. Por isso, na vocação cristã, religiosa e sacerdotal, o Chamado é, e sempre será, iniciativa de Deus. É Deus que chama por amor ao homem, ao seu seguimento. É Deus que por amor quis precisar do homem para a construção do seu reino. É Ele que nos chama sempre por amor

O absoluto primado da Graça (chamado e resposta) na vocação encontra-se na palavra de Jesus no Evangelho de São João: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi a vós, e vos destinei para que vades e deis fruto, e para que o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo conceda."     (Jo 15,16).

Por isso a vocação é um Dom da Graça Divina, e jamais um direito do homem; da mesma forma que não se pode considerar a vida sacerdotal como uma proposta meramente humana, nem a missão como um simples projeto pessoal.

Este Deus que por amor nos chama e nos interpela mantém sempre a sua fidelidade para conosco. Ele mantém firme a sua palavra e o seu compromisso. A parte de Deus sempre se realiza. Ele continua chamando homens e mulheres para segui-lo: como ontem, hoje e sempre, Deus vai precisar de nós, em nossa pobreza para continuar a sua obra salvadora no meio da humanidade. Mas, como já vimos antes, a vocação exige a sua concretização na nossa resposta. É só conferir a Sagrada Escritura, que é Dicionário Vocacional, para percebermos claramente isso. Deus não quis e não quer salvar o mundo sozinho.

No livro do Êxodo, 3,13-24; 4,1-18 notamos o belíssimo diálogo de Deus (que chama Moisés para libertar o povo da escravidão do Egito, e Moisés, que depois de muito discernimento e relutância responde). O povo foi liberto.

No Novo Testamento: "Chamou aqueles que quis e estes foram ter com Ele" (Mt 3,1). E eis os casos de Pedro e André, Tiago e João:

"Caminhando (Jesus) ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores, e disse-lhes: Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens. Eles, imediatamente, deixadas as redes, o seguiram."   (Mt 4, 18-20)

"Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca juntamente com seu pai, Zebedeu, consertando as suas redes, e chamou-os. Eles imediatamente, deixando a barca e o pai, o seguiram."    (Mt 4, 21-22)

É sempre assim; na vocação resplandece o amor gratuito de Deus e a exaltação mais alta possível da liberdade do Homem. O chamado de Deus e a resposta livre do homem. É o Deus que nos chama porque ama, e respondemos porque amamos.

 

 

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